Eu ia dando uma olhada no canal do Lucas Pavanato, e percebi que ele vive falando com esquerdistas na USP.
Agora a pergunta é: Como a USP concentra tanto esquerdista? É só na USP, ou toda faculdade pública tem isso?
Há algo em comum nos centros acadêmicos e intelectuais (não centros de produção para o mercado de trabalho), e também algo em comum entre os que os perseguem…
E não é só de humanas, alguns nomes como Einstein, Bertrand Russell, Oppenheimer, Carl Sagan, Stephen Hawking, também tiveram o que falar sobre socialismo.A esquerda é um “agente de mudança social”, enquanto a direita é um “reagente”. No caso do Br isso aontece por uma má interpretação, onde ao invez de a faculdade ser o lugar onde se estuda mudanças sociais, se tornou o propio agente da mudança. Issi acontece pelo nosso contexto de ditadura, onde as universidades serviram de “refugio” para ideias mais progressistas.
Todo local que se permite discussão de idéias naturalmente se torna um local com mais idéias sociais, solidaria e de beneficio mútuo. Universidade é o único lugar em que pessoas de diferentes espectros ainda conseguem sentar junte e debater. (Não na medicina, área técnica ou direito). O resto, são pessoas consumindo a conclusão de que pensar já pronta.
Quem tem mais acesso a educação de qualidade costuma valorizar conceitos como liberdade, democracia e direitos fundamentais.
Estamos num momento onde parte grande da direita não consegue aceitar nenhuma proposta que venha da esquerda e vice versa, ex.: pessoas conservadoras que trabalham na escala 6x1 não conseguem se opor a esta escala desgastante pois foi proposta por movimentos sociais progressistas.
Então, a gente fica com a polarização. Se alguém da esquerda é a favor de democracia, quem é da direita tem que ser contrário a isto e vice versa.
Mas isto não costumava ser assim. Movimentos políticos conservadores e progressistas conseguiam concordar em diversas coisas.
Eu não acho que as universidades mudaram. Mudaram é como a gente classifica quem é de esquerda e quem é de direita. E nessa nova classificação, quem é a favor de democracia, liberdade e direitos fundamentais é chamado de esquerdista mesmo que tradicionalmente fosse classificado como conservador.




